sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Por uma política pública de reflorestamento do Semi-arido

Nos dias 19 e 20 deste mês Paulo Maciel esteve atuando como facilitador numa oficina voltada para a implantação de sistemas agroecológicos produtivos onde o elemento arbóreo entra com finalidades diversificadas, desde o aporte frutífero, passando pelas madeiráveis, energéticas e essencias. O curso foi promovido pela Fundação CEPEMA junto ao assentamento de reforma agrária de Monte Castelo em Choró Limão e contou com a participação de 30 pessoas dentre agricultores, agricultoras e jovens. A discussão foi muito proveitosa e muitos conhecimentos foram trocados. Ao final foi consenso do grupo que devemos estimular os governantes na copnstrução de uma política pública voltada para o reflorestamento do Estado com especies nativas que ofereçam aporte produtivo para as comunidades rurais.

Resgatando Sementes Tradicionais

Estamos resgatando junto a agricultores da região nordeste aquelas sementes tradicionalmente cultivadas e que foram retiradas de circulaçãosistematicamente e com fins óbvios pelas trasnacionais do germoplasma.
Durante os últimos 40 anos, com o advento da "Revolução Verde" as políticas voltadas para a modernização da agricultura, sem exceção, apontaram para a introdução de novas variedades e cultivares agrícolas propaladas como de alta produtividade. Um fim visível nisso e hoje claramente compreendido, foi retirar a autonomia das comunidades rurais no tocante a decisão do que plantar. Por outro lado, a revolução verde colocou os agriclutores de todo o mundo na dependência de poucos laboratórios transnacionais concentradores de material genético de tudo que é cultivado.
Nós conseguimos com sucesso resgatar em regiões do interior cearense duas variedades de arroz: arroz vermelho e arroz prata. Agora estamos tentando multiplicar uma variedade de milho: o milho baé branco, também resgatado junto a um agricultor do sertão central cearense.